Bem-estar

13/02/2019 08h00

O que é a tal Gordura no Fígado?

Também conhecida como esteatose hepática, a gordura no fígado é um problema que atinge milhares de pessoas.

Por Nosso Bem Estar

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A esteatose hepática, a gordura no fígado é um problema que atinge milhares de pessoas.

O fígado é um dos órgãos mais conhecidos por sua capacidade regenerativa. Ele é fundamental na metabolização de substâncias e indispensável para o funcionamento do corpo humano.

De modo geral, as gorduras viscerais – depositadas em órgãos internos – são prejudiciais, independente de onde estejam localizadas. Elas são responsáveis pelo fechamento de vasos e pelo mau funcionamento de órgãos vitais.

Em especial, quando a gordura visceral está instalada no fígado, é possível identificar sintomas característicos do problema.

Sinais e Sintomas da Esteatose Hepática

Mais comum em diabéticos e obesos, o acúmulo de gordura no fígado, quando leve, não causa maiores problemas. Nesse caso, o problema só é descoberto através de exames de rotina para avaliar outros problemas de saúde.

Já, quando a situação é um pouco mais grave, o não tratamento pode gerar a perda do funcionamento das células do fígado, cirrose ou ainda inutilizar o fígado a ponto de ser necessário realizar um transplante.

Para evitar maiores problemas, esteja atento aos principais sinais e sintomas:

  • Barriga inchada, na maior parte do tempo;
  • Cansaço excessivo, fadiga ou exaustão;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Fraqueza muscular;
  • Perda ou ganho de peso acentuada por mudanças frequentes no apetite;
  • Confusão mental (falta de concentração);
  • Manchas em pele e pescoço;
  • Tremores;
  • Enjoo e vômito frequentes;
  • Fezes claras;
  • Pele e olhos amarelados. Atenção nesse tópico: ele é o indicativo primordial da falência do fígado.

No caso de dúvida, procure um médico gastroenterologista ou hepatologista para acompanha-lo e solicitar exames.

Como prevenir  a gordura no fígado

Geralmente, o diagnóstico para a gordura no fígado se dá através de alguns exames. Os mais comuns são:

  • Ultrassom abdominal: que identifica mudanças no aspecto do fígado e auxilia o médico a diagnosticar o nível de gordura no fígado.
  • Níveis de TGO e TGP: que, além de identificar a presença de doenças no fígado e no pâncreas, também colabora na identificação de possíveis cardiopatias (doenças do coração).
  • Biópsia: no pior dos casos, para descartar problemas maiores, uma biópsia pode ser solicitada. Quando isso acontece, o paciente precisa passar por uma cirurgia um pouco invasiva para remover um pedaço do fígado para análise.

O ideal é adotar um estilo de vida saudável, pois, a gordura visceral - em estágios iniciais - é bem mais fácil de perder e pode ser amenizada apenas com uma caminhada leve de 30 a 40 minutos por dia. Natação, dança, artes marciais, musculação e ciclismo são algumas outras boas opções. Movimente-se e evite o problema.

É importante também que você evite alimentos processados, industrializados e/ou embutidos, assim como doces e frituras, e não coma em excesso.

 

 

Como tratar a Esteatose Hepática

Se você chegou a um ponto em que só a dieta e os exercícios não vão poder fazer muito por você, é provável que seja necessária uma intervenção cirúrgica ou medicamentosa.

Existe uma variedade de opções para o tratamento dessa condição, que felizmente é reversível. Mas, tratar o problema e não tratar a causa é o mesmo que entrar em um loop repetitivo do mesmo problema para o resto da vida.

Por isso, se o motivo da gordura se acumular é excesso em comida e álcool, repense seus hábitos. Se ela se instalou porque você não é tão ativo fisicamente, que tal repensar coisas divertidas pra fazer? A vida tem bem mais pra oferecer do que ficar sentado em um sofá o dia inteiro.

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