Família

11/04/2019 08h00

Ajudando as crianças a se tornarem Adultos Completos

Educar filhos é um desafio e uma arte. Aqui alguns toques interessantes para serem pensados e utilizados no dia a dia.

Por Nosso Bem Estar

Nosso Bem Estar
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Ajudando as crianças a se tornarem Adultos Completos

Presença - Esteja presente para elas. Planeje ter apenas o número de filhos que você possa dar uma atenção individual constante e de qualidade. Lembre-se de que seu objetivo é dar a eles energia suficiente para que façam sozinhos, como adultos, a transição para a totalidade.

Espiritualidade - Trate essas pequenas pessoas como seres espirituais com um destino a realizar. Você pode dar a elas uma ajuda inicial na vida, mas não pode controlar o destino delas.

Respeito – Antes de mais nada, respeite-as. Fale com elas como seres humanos possuidores de um eu superior. “Oi, filha. Parece que você está se divertindo hoje. Tudo bem com você?”

Direitos - Reconheça que as crianças têm direitos: saber a verdade, ser protegida, aprender a ser um adulto.

Cuidar-se - Insista em ensinar a elas os comportamentos que beneficiam a saúde e a segurança delas. “Sempre devemos usar o cinto de segurança.”

Limites - Estabeleça limites claros enquanto elas estão sob seus cuidados e supervisão. “Se algo inesperado acontecer, telefone imediatamente para mim, não importa o que seja.”

Transparência - Seja claro a respeito da sua opinião sobre determinados assuntos. Por exemplo: “Acho que é importante lembrar que as outras pessoas têm o direito de viver a vida delas de uma maneira diferente da nossa.”

Receptividade - Seja receptivo às necessidades individuais delas, sabendo que elas nasceram com questões individuais para serem trabalhadas. Embora a proteção e o carinho dos pais sejam as influências mais significativas sobre a criança, certamente não são as únicas. Certa mãe nos contou: “As professoras do jardim de infância do colégio onde meu filho de quatro anos estuda acham que ele talvez precise de uma educação especial porque não está se relacionando com as outras crianças nem se comunicando com facilidade. Acho que ele é até mais retraído e tímido do que eu era na idade dele. Meus pais estavam sempre me forçando a sorrir mais e a ser mais extrovertida. Eles faziam eu sentir que meu ‘ser eu’ não era adequado. Não quero repetir aquele ciclo”.

Necessidades - Compartilhe seu processo espiritual até onde for apropriado para a idade delas. “Mamãe precisa agora de quinze minutos de silêncio. Preciso me sentar de olhos fechados e ter pensamentos tranquilos.”

Adequação - Forneça a elas explicações condizentes com o nível de maturidade delas sobre as escolhas que você estiver fazendo no momento. Por exemplo: “Vamos nos mudar para uma outra cidade. Vamos procurá-la no mapa e conversar a respeito do que podemos encontrar lá”.

Aceitação - Esteja aberto a permitir que elas modifiquem sua ideia da realidade - esteja disposto a aprender com elas.

Participação - Discuta os assuntos ou problemas familiares. Guardar os problemas para si mesmo nega ao seu filho a verdade do que está acontecendo e qualquer sabedoria que você seja capaz de partilhar sobre o assunto. O tom deste tipo de discussão deve evitar quaisquer elementos de “coitadinho de mim” e ser apropriado à faixa etária da criança. Por exemplo: “Eu sei que você vem nos pedindo sapatos novos. Ainda não os compramos porque estamos gastando todo nosso dinheiro com a casa. Vamos sentar juntos e ver como podemos economizar dinheiro para comprar os sapatos e quanto tempo isso vai levar. Que tipo de sapato você tem em mente?”. Traga as crianças para o problema e dê a elas a oportunidade de participar da solução.

Tarefas - Dê às crianças papéis e tarefas significativas no âmbito dos afazeres domésticos. Não faça tudo para elas. Estudos demonstraram que as crianças que têm a experiência de serem capazes de dominar tarefas importantes têm uma saúde melhor e desenvolvimento mais acelerado.

Recursos - Não vá rápido demais em socorro delas. É óbvio que não estamos nos referindo aqui a situações de vida ou morte! Mas de um modo geral, as crianças são bem mais capazes do que achamos que elas são. Dê-lhes a oportunidade de aprender com as próprias quedas, sem fazer com que elas se sintam fracas, tolas ou inúteis.

Reflexão - Estimule-as a perguntar o que aconteceu na situação, o que elas sentiram ou aprenderam a respeito dela, e o que fariam diferente da próxima vez. Abstenha-se de exaurir a energia delas e fazer comentários críticos. Reconheça que a vida depende de corrermos alguns riscos e termos alguns fracassos. A experiência é com frequência um melhor professor do que as explicações autoritárias dos pais.

Apoio - Lembre-se de que as pessoas só avançam em direção a novos níveis num ambiente onde encontram apoio. Ridicularizar, humilhar e aplicar castigos físicos não são técnicas educativas aceitáveis.

Escuta - Seja receptivo ao ponto de vista da criança. Seja um bom ouvinte e não pressuponha que você já sabe do que ela está falando.

Humor - Encoraje seus filhos a terem um senso de humor que não se baseie em ridicularizar os outros.

Estímulos - Elogie e estimule com frequência. “Você é realmente uma pessoa responsável. É ótimo ver você se levantar de manhã, chegar ao colégio na hora e ainda ser capaz de preparar seu lanche.”

Espelho - Não se esqueça de que seus filhos serão importantes reflexos das suas questões, e esteja disposto a reparar como o comportamento deles pode estar lhe mostrando algo que você precisa saber a respeito de si mesmo.

Finalizando - As coisas mais importantes que você pode fazer para apoiar seus filhos e a si mesmo é escutar o que eles dizem, levá-los a sério e reconhecer o valor pessoal deles.

 

Extraído de “A Ética Interpessoal: Uma Nova Perspectiva dos Relacionamentos”
(Guia de Leitura de “A Profecia Celestina”)

 

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