Crescimento pessoal

27/08/2019 08h00

A ONG da Solidariedade

Servir ao próximo é um dever de todo ser humano.

Por Guilherme de Azevedo Bacchin

Pixabay
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Solidariedade

Servir ao próximo é um dever – para além das jurisdições – de todo ser humano. Trago a esse prezado editorial uma reflexão, em meio ao egocentrismo da era moderna, sobre a imensa importância deste altíssimo ato, e a liberdade que ele, quando praticado, nos oferece.

Os tempos, mais do que antes, são dantescos. Estamos tão conectados às digitalidades que, aos poucos, vamos perdendo a capacidade de nos conectarmos com o outro. Nunca estivemos, de fato, tão distantes. Me assusta a velocidade com que tudo isso ocorreu. Me parece que estamos a cultivar um certo cordão umbilical para com as tecnologias, Abordo o ato de servir, antes de tudo, como um ato de vivida empatia. Não trato o tema com a apimentada obstinação dos cardápios ideológicos; não sinto, neles, necessidade de fome. A ideologia, segundo a experiência humana, é uma ponte para a guerra.

Escrevo sobre servir ao próximo num profundo e pleno significado de amá-lo como a si mesmo.

Poder doar-se ao outro sem pretensão de poder. Poder doar-se sem pretensão de reconhecimento. Poder doar-se, por completo, sem complemento nominal.

Fazer o bem. Dar mais do que exigir, prestar caridade, se envolver em atividades voluntárias; ou, simplesmente, ouvir.

Estamos, hoje, tão ocupados falando, que esquecemos o valor de (nos) ouvir.

Uma breve projeção: se 10% da população brasileira começasse a praticar mais a solidariedade para com o próximo, qual o tamanho do salto que nosso país daria em níveis de desenvolvimento humano? Não falo em revoluções milagrosas, mas em pequenos atos diários. Estimado, leitor, para servir (ao próximo, a uma comunidade, a um país), basta fazê-lo. Para ser bom, basta sê-lo.

Criamos nossa própria liberdade, assim como nossa própria escravidão. E a solidariedade, o amor, a virtude, são frutos de uma consciência livre.

A servidão, sobre qual falo, é um estado pleno de amor e bem-estar. É o servir à humanidade. À vida. A nós. A si. Uma busca, mais que humana; espiritual. Acredito, profundamente, na essência benigna do ser humano. Acredito, profundamente, no respeito e na bondade como seus valores inatos.

Precisamos, enquanto humanidade, resgatar mais nossa essência virtuosa: tonificar nossas impressões digitais com ações frutíferas. Para quem o pratica, um ato essencialmente humano – feito à luz do anonimato – tem um poder maior do que mil guerras.

Plantemos, leitor, o amor ao próximo. Sejamos belos e esplendidos como já é o nosso Brasil. Sirvamos todos a uma pátria comum: a do bem. A ONG da solidariedade não precisa de razão social para existir.

Guilherme de Azevedo Bacchin é Escritor

 

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